terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O Quarto de Jack: Dramatização de um cativeiro.






O filme O Quarto do Jack começa de forma inquietante e impaciente, o diretor Lenny Abrahamson demonstra pressa em desenvolver sua história  e explicar como Joy e o seu filho de cinco ano Jack, foram parar em um quarto isolado do resto da sociedade. Em algum momento lembra um filme apocalíptico, em outro um suspense do tipo “O Quarto do Pânico” e quase chegamos a pensar que também trata-se de um filme experiência do tipo Boyhood, devido à demonstração de entrega aos personagens dos dois atores principais. No fim, você irá perceber que não se trata de nenhum desses gêneros e que o terror, aqui, é muito mais real do que poderia se imaginar. Da mesma forma que ocorre com alguns casos reais de cárcere privado, Joy e o seu filho foram mantidos durante cinco anos presos por um psicopata em um quarto fechado e blindado no jardim de uma casa de um daqueles “adoráveis” subúrbios de classe média. Devido a audácia e a coragem, conseguem fugir e tentarão se reestabelecer dentro da sociedade a tanto esquecida. O garoto Jack, devido a sua falta de conhecimento do mundo exterior (ele já nasceu em cativeiro), se introduz sem muita dificuldade na sociedade, já a sua mãe, Joy, que teve que conhecer os dois tipos de mundo existentes (socializável e isolado) demonstra um tipo de estranhamento e revolta que farão o espectador se questionar sobre como os costumes impostos diariamente aos seres-humanos são realmente válidos em algumas situações. Um drama potente e original da atual safra, e Brie Larson, que interpreta a mãe de Jack, consegue um feito singular, desaparecer de sua personalidade pública e criar com competência um retrato real de uma jovem que teve que se tornar adulta antes do tempo, em algumas cenas a atriz assusta por sua sinceridade de transmissão de sentimentos.


Brie Larson: ela era essa...

 Que por sinal, era uma b-side da Avril Lavigne



E virou essa...




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