O filme O
Quarto do Jack começa de forma inquietante e impaciente, o diretor Lenny
Abrahamson demonstra pressa em desenvolver sua história e explicar como Joy e o seu filho de cinco
ano Jack, foram parar em um quarto isolado do resto da sociedade. Em algum
momento lembra um filme apocalíptico, em outro um suspense do tipo “O Quarto do
Pânico” e quase chegamos a pensar que também trata-se de um filme experiência
do tipo Boyhood, devido à demonstração de entrega aos personagens dos dois
atores principais. No fim, você irá perceber que não se trata de nenhum desses
gêneros e que o terror, aqui, é muito mais real do que poderia se imaginar. Da
mesma forma que ocorre com alguns casos reais de cárcere privado, Joy e o seu
filho foram mantidos durante cinco anos presos por um psicopata em um quarto
fechado e blindado no jardim de uma casa de um daqueles “adoráveis” subúrbios
de classe média. Devido a audácia e a coragem, conseguem fugir e tentarão se
reestabelecer dentro da sociedade a tanto esquecida. O garoto Jack, devido a
sua falta de conhecimento do mundo exterior (ele já nasceu em cativeiro), se
introduz sem muita dificuldade na sociedade, já a sua mãe, Joy, que teve que
conhecer os dois tipos de mundo existentes (socializável e isolado) demonstra
um tipo de estranhamento e revolta que farão o espectador se questionar sobre
como os costumes impostos diariamente aos seres-humanos são realmente válidos
em algumas situações. Um drama potente e original da atual safra, e Brie
Larson, que interpreta a mãe de Jack, consegue um feito singular, desaparecer
de sua personalidade pública e criar com competência um retrato real de uma
jovem que teve que se tornar adulta antes do tempo, em algumas cenas a atriz
assusta por sua sinceridade de transmissão de sentimentos.
Brie Larson: ela era essa...
Que por sinal, era uma b-side da Avril Lavigne
E virou essa...
E virou essa...

Nenhum comentário:
Postar um comentário