quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Ryan Gosling faz filme doideira e que foi detonado pelos críticos, mas que tem muitas chances de tornar-se clássico Cult no futuro.



Difícil saber quem é o personagem mais estranho do filme de estreia do ator Ryan Gosling, Lost River. Se o garoto que entra em guerra com um gangster por causa de alguns materiais de construção, a vizinha do garoto que tem uma avó que vive presa em frente a uma televisão onde assiste VHS diariamente, ou se a mãe do garoto protagonista, que para sustentar a família aceita trabalhar em um show de horrores movido a sexo e sangue. Ryan Gosling foi vaiado no Festival de Cannes, mas seu filme é mais interessante e instigante do que vários filmes que estão pipocando nas premiações da temporada. O ator filmou um roteiro cheio de “buracos”, onde não se explica direito quem são os personagens, o que se passa na mente deles ou o que acontece em torno deles. É de uma coragem gigantesca vender um produto deste quilate para os grandes estúdios. Tudo isso apoiado por uma direção apuradíssima, onde as cores se destacam e a cidade praticamente ganha vida própria dentro da história. No final dificilmente você vai encontrar alguém que tenha realmente entendido tudo aquilo, mas o que importa mesmo dentro do universo cinematográfico são as especulações que esta história terá em sua exterioridade, e nisso, Lost River ganha de lavada de qualquer “O Regresso”, justamente por não entregar uma conclusão mastigada e de fácil acesso para o público.

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